Grupo Xálima

O GRUPO XÁLIMA

EM DEFESA DE QUE O MANHEGO, O LAGARTEIRO E O VALVERDEIRO FAZEM PARTE DA LÍNGUA GALEGO-PORTUGUESA

Até há uns 35 ou 40 anos a opinião mais estendida entre os vizinhos de São Martinho de Trevelho, Elhas e Valverde do Fresno (Vale de Xálima, Extremadura) a respeito da sua linguagem é que era mais ou menos português e assim o diziam: «O falar do nosso lugar é meio português». Na atualidade um setor da população, cada vez maior, bem como algumas associações locais, questionam que estes falares pertençam ao grupo galego-português e colocam a hipótese de a base linguística dos mesmos ser fundamentalmente astur-leonesa…

Por outro lado, os falares do vale de Xálima estão a conhecer uma brutal e colonizadora invasão do castelhano que os está a desnaturalizar e ameaça a sua existência no futuro como língua galego-portuguesa.

Perante a ameaça que paira sobre o manhego, o lagarteiro e o valverdeiro nasce o GRUPO XÁLIMA, com o propósito de aglutinar estudiosos e profissionais das variedades linguísticas românicas do ocidente peninsular para fazer frente à crescente castelhanização que estão a conhecer todas as falas galego-portuguesas do Estado espanhol. Este Grupo, partindo do reconhecimento dos falares do vale de Xálima como galego-portugueses, e da necessidade de ser solidários com a tradição gráfica do romance mais ocidental da Península Ibérica, fará propostas e adotará iniciativas para que estas falas não desapareçam e fiquem vinculadas ao universo falante doutras zonas da Extremadura, Portugal e Galiza.

O GRUPO XÁLIMA, além de promover o estudo e a defesa do carácter galego-português do manhego, do lagarteiro e do valverdeiro, pretende contribuir para a relação do mundo falante (quase 275 milhões de pessoas!), e quer ser também um ponto de encontro dos falantes de Xálima com os das áreas extremenhas de fala portuguesa (Ferreira de Alcântara, Casalinho [oficial Cedillo], Campina de Valência de Alcântara, a Codosseira e Olivença), com Portugal, Galiza, Brasil…

O GRUPO XÁLIMA contará ainda com um site na Internet que será uma ferramenta para o estudo e a defesa dos falares do vale de Xálima e de todas as variedades da língua galego-portuguesas, para a publicação de ensaios e para promover o debate partindo de uma perspetiva multidisciplinar (linguística, histórica, sociolinguística, etnolinguística, etc.).

Por tudo isso fazemos um chamamento a todas as pessoas preocupadas pelo impacto negativo do castelhano nos falares do vale de Xálima, outras áreas falantes da Extremadura e do estado espanhol, incluída a própria Galiza, a colaborar com o GRUPO XÁLIMA.

Pessoas interessadas: contacto@falanti.eu