joia luso-estremenha

Uma joia luso-estremenha

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A fala de Xálima

Valverdeiru, lagarteiru, valverdeiru. Uma joia luso-estremenha.

Ainda hoje falamos valverdeiro, lagarteiro e manhego. As três variantes da fala, a língua do Xalma que se conhece popularmente com o nome que lhe deu a nossa comunidade autónoma, quando em 2001 lhe outorgou o rango de BEM DE INTERESSE CULTURAL.

Também hoje escrevemos, mais do que nunca, em notas, avisos, editais, placas de ruas, cartazes publicitários, comunicações eletrónicas, relatos, revistas, livros; sintoma que nos fala da atenção que damos às nossas falas locais, demonstrando a grande vitalidade delas.

Mas está na hora de dizer bem alto que, ainda hoje apesar de escrever e publicar-se tanto, não estamos a escrever nafala.

Inclusivamente o embaixador por excelência das nossas falas, que com muito respeito menciono, D. Domingo Frade Gaspar, na Igreja Paroquial de São Martinho de Trevelho, reconheceu, enquanto apresentava o livro da sua autoria: NOVU TESTAMENTU EN FALA, que estava escrito em manhego.

Ciente de que estamos a escrever como falamos, mas também de que o que falamos são realizações locais da mesma mãe que não escrevemos; há tempo que trabalho -com o auxílio principalmente do meu amigo e professor Eduardo Maragoto, e o apoio de pessoas que vão à frente neste caminho, como José Luis Martín Galindo- na proposta que recentemente apresentei, para a sua tomada em consideração à Asociación Cultural A Nosa Fala e recentemente também às Câmaras Municipais dos três ‘povos’ falantesde Valverde do Fresno, Elhas e São Martinho de Trevelho. Esta proposta conta atualmente com o aval de filólogos romanistas de reconhecida autoridade, tanto da península como do estrangeiro.

O famoso, por tantas vezes mencionado, decreto 45/2001, de 20 de março, pelo que a fala é declarada Bem de Interesse Cultural, diz, entre outras coisas, que alíngua pertence aos falantes, «a fala» pertence aos habitantes de estas três localidades e devem ser eles os que digam como desejam praticá-la, em que medida e com que limitações.

Por este motivo, com o fim de que os falantesdisponhamos de ferramentas para começar a escrever também em fala, a língua do Xalma, xalimego, valego, chapurrao, cachipurrao ou como quisermos denominá-la; pomos à vossa disposição nossa proposta que intitulamos:

ÍNDICEA fala de Xálima. Valverdeiru, lagarteiru, manhegu. Uma joia luso-estremenha

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